O peso isolado não é um bom indicador de obesidade, já que isto vai depender também da sua relação com a altura do indivíduo examinado. Para se determinar o grau de obesidade é utilizado um padrão, chamado IMC (Índice de Massa Corporal)
IMC=M/A²
IMC – índice de massa corporal (em kg/m²)
M – massa corporal (peso em kg)
A – altura (em metros)
O IMC normal vai de 18 a 24,9 kg/m². Abaixo de 18 é considerado muito magro, entre 25 e 29,9 é a faixa do sobrepeso.
De 30 a 34,9 é obesidade de grau I, de 35 a 39,9 é obesidade de grau II e acima de 40 é obesidade de grau III ou obesidade mórbida. Acima de 50 é chamado de super obesidade.
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
domingo, 13 de janeiro de 2008
Biografias
Por forma a dar a conhecer às pessoas os "descobridores" das doenças que iremos tratar no nosso trabalho, decidimos colocar a respectiva biografia das pessoas que as descobriram.
Paramiloidose:
Paramiloidose:
- Mário Corino da Costa Andrade, reputado investigador e cientista português que descobriu a Polineuropatia Amiloidótica Familiar - PAF - mais conhecida por doença dos pezinhos,
nasceu a 10de Junho de 1906 e faleceu a 16 de Junho de 2005. Corino de Andrade notabilizou-se pelos inúmeros estudos científicos de investigação e pesquisa na área da neurologia. Quando em 1952 publica, na revista Brain, o estudo científico, considerado a muitos títulos um trabalho exemplar, foi-lhe atribuída a descoberta da Paramiloidose, mais conhecida por doença de Corino de Andrade ou doença dos pezinhos. Licenciou-se em Medicina em Lisboa, em 1929, depois de estagiar com Egas Moniz e António Flores. Considerado um dos mais destacados neurologistas nacionais, Corino de Andrade foi também um dos principais impulsionadores da criação do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto, juntamente com Nuno Grande. Homem simples e altruísta ficará para a posteridade a tenacidade e a rectidão do seu carácter - «Sempre me interessou o conhecimento e a colaboração com os outros. Conhecimento e solidariedade são os dois vectores máximos da minha vida.» .
Síndrome de Down:
- John Langdon Haydon Down, nasceu a 18 de Novembro de 1828 e faleceu a 7
de Outubro de 1896. Foi um médico britânico reconhecido pelo extenso trabalho com crianças com deficiência mental. A síndrome de Down recebeu esse nome em sua homenagem. Descreveu em 1866, pela primeira vez, as características de uma criança com síndrome de Down, tendo reparado que crianças filhas de pais europeus, tinham características similares ao povo da Mongólia. Só mais tarde, em 1958, o francês Jerome Lejeune descobriu que as pessoas descritas pelo Dr. John Langdon Down tinham uma síndrome genética.
Alzheimer:
- Alois Alzheimer nasceu em 1864 na Alemanha e morreu em 1915. Neurologista e psiquiatra, ficou mundialmente conhecido por ter sido a primeira pessoa a identificar a conhecida doença neurodegenerativa que hoje tem o seu nome, doença de Alzheimer,
caracterizada por uma perda gradual da memoria e da capacidade do controlo mental dos movimentos, resultante do enfraquecimento das células cerebrais. O interesse pelo estudo do cérebro humano surgiu quando começou a trabalhar profissionalmente no asilo estatal de doentes mentais em Frankfurt. Mais tarde, em Munique, criou um laboratório onde estudou durante 5 anos a doença de uma mulher que lhe causava perdas de memória, alucinações, desorientação e que no final provocou a sua morte com apenas 55 anos. Esta doença ficou conhecida como a doença de Alzheimer.
Obesidade:
- Não se pode atribuir a ninguém a descoberta da doença obesidade uma vez que desde há
muito tempo que se pensa que estas alterações morfológicas eram uma consequência de certos comportamentos tais como alimentação desequilibrada ou prática de uma vida sedentária, e não se associava directamente a uma doença. No entanto, pode-se designar Jeffrey Friedman como sendo o primeiro investigador a formular uma teoria em que defendia que a obesidade teria uma origem genética. Hoje em dia Jeffrey Friedman continua a sua pesquisa para confirmar que a obesidade tem por base origens genéticas.
Albinismo:
- Através de alguma pesquisa na Internet, concluímos que a descoberta do Albinismo não foi feita por nenhum cientista em especial, durante a pesquisa encontrámos a opinião de um anónimo que dizia isso mesmo "Acredito que o Albinismo esteve retratado na "literatura" desde o início da literatura médica. Houve vários autores gregos e romanos (Plinius Secundus e Aulus Gellius) que descreveram o Albinismo no homem. Eu não acredito que alguém tenha descoberto o Albinismo. A deficiência na enzima tirosinase em animais foi pela primeira vez demonstrada em 1904. O primeiro trabalho científico preciso sobre o Albinismo foi descrito por Sir Archibald Garrod em 1908."
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Alzheimer
No passado dia 6 passou uma reportagem num dos canais nobres da televisão portuguesa, a SIC, que falava sobre a doença do Alzheimer, e por esta se tratar de uma das doenças a abordar no nosso trabalho, decidimos colocar o vídeo da reportagem, para dar a entender às pessoas como é o dia-a-dia das pessoas com Alzheimer.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
APROVEITE PARA DEIXAR O VÍCIO
Embora venha um pouco fora de contexto em relação ao nosso tema, as doenças hereditárias e mutagénicas, decidi publicar esta mensagem referente à nova lei que entrou em vigor no início deste ano em Portugal - a Lei do Tabaco - como forma de persuadir, principalmente, os jovens a deixaram de fumar, uma vez que muitos deles começam ainda muito novos. O tabaco pode levar as pessoas a contrairem doenças que são tão "más" ou piores que algumas das doenças que o nosso trabalho visa mostrar para a comunidade escolar, por isso aqui estão alguns dos malefícios do tabaco, que é considerada a principal causa de morte evitável em todo o mundo pela Organização Mundial de Saúde:- aumenta consideravelmente o risco de desenvolver cardiopatia isquémica e cancro do pulmão (principais doenças associadas à mortalidade derivada do tabagismo);
- desenvolvimento de aterosclerose;
- doenças cerebro-vasculares (AVC);
- cancros (cavidade oral, laringe, faringe, esófago, pâncreas, bexiga, rins, colo do útero);
- doenças hormonais (menopausa precoce);
- osteoporose;
- doenças respiratórias (bronquite crónica, enfisema, asma);
- doenças gastrointestinais (úlceras);
- diminuição da capacide respiratória e do rendimento físico.
O tabagismo é responsável por 90% das mortes por cancro do pulmão, 97% das mortes por cancro na laringe, 85% das mortes por bronquite e enfisema, 25% das mortes por doença cardíaca.
Os principais "venenos" que pode encontrar num cigarro são:- a nicotina - droga psicoactiva, responsável pela dependência do fumador; actua ao nível do sistema nervoso central (SNC) e diminui a afluência sanguínea aos tecidos;
- monóxido de carbono (CO) - diminui a oxigenação do sangue;
- alcatrão - altamente cancerígeno
Aproveite o ano de 2008 sem um cigarro na boca, diga NÃO ao vício do tabaco e sorria a uma VIDA SEM FUMO!quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Divulgação do nosso projecto
Com o intuito de divulgar o nosso projecto à escola, iremos afixar no Polivalente da Escola Secundária Gabriel Pereira alguns cartazes com o objectivo de dar a conhecer aos alunos da nossa escola o que iremos realizar ao longo do ano no âmbito da disciplina de Área de Projecto. Para o efeito iremos também distribuir panfletos que visam informar os alunos sobre o nosso projecto.
Esta divulgação irá ocorrer no dia 3 de Dezembro em parceria com um outro grupo do 12º ano que também irá abordar o tema das doenças hereditárias e mutagénicas.
Informamos a todos os interessados que nesse dia estaremos por volta das 10 horas no Polivalente, a divulgar o nosso projecto explicando também os nossos objectivos.
Atenciosamente:
12ºB, grupo das doenças hereditárias e mutagénicas.
Esta divulgação irá ocorrer no dia 3 de Dezembro em parceria com um outro grupo do 12º ano que também irá abordar o tema das doenças hereditárias e mutagénicas.
Informamos a todos os interessados que nesse dia estaremos por volta das 10 horas no Polivalente, a divulgar o nosso projecto explicando também os nossos objectivos.
Atenciosamente:
12ºB, grupo das doenças hereditárias e mutagénicas.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
O Genoma e a Saúde

Com a finalidade de explicar às pessoas de que modo é que o nosso genoma (conjunto de toda a informação hereditária de um indivíduo) pode afectar a nossa saúde, decidi escrever um pequeno texto em que explicarei de um modo simples como isso acontece.
A Genética tem uma íntima relação com a Saúde, já que muitas das patologias mais comuns estão relacionadas com o material genético que cada um possui. É importante distinguir, a este nível, o tipo de doenças genéticas de que podemos padecer, já que elas podem resultar do processo de hereditariedade ou de mutações.
A hereditariedade é o processo através do qual herdamos parte do material genético dos nossos progenitores. Assim, para um mesmo carácter, (por exemplo a cor dos olhos) herdamos dois genes (com informação igual ou diferente), um do pai e o outro da mãe - genes alelos. O conjunto destes dois genes forma o Genótipo e, consoante a sua constituição (tipo de genes), ele expressar-se-á de determinada forma nesse carácter. Assim, dizemos que o Fenótipo é a expressão do Genótipo.
Por exemplo, quando um indivíduo sabe que é do tipo sanguíneo A (nos sistema ABO), esta informação refere-se ao fenótipo, é a manisfestação de um genótipo que tanto pode ser heterozigótico (AO), como homozigótico (AA). No entanto, se uma pessoa for do tipo O (fenótipo), sabemos automaticamente que ela tem como genótipo OO (pois estes genes são recessivos).
Na descoberta dos genótipos a partir dos fenótipos, a Genética apoia-se, muitas vezes, em árvores genealógicas que facilitam o processo, graças ao conceito de hereditariedade, que assegura que os genes de um determinado indivíduo têm de estar obrigatoriamente no genótipo de um dos progenitores.

Desta forma, existem doenças de transmissão genética hereditária. Esta transmissão pode ser autossómica (se relacionada com os cromossomas autossómicos, 22 pares excluindo o par de cromossomas sexuais) ou sexual (relacionada com o par de cromossomas sexuais - XX ou XY).
Razões da escolha das doenças que iremos tratar
Como era impossível abordar todas as doenças hereditárias e mutagénicas existentes, escolhemos apenas algumas que achámos mais importantes devido á sua incidência na população mundial. As doenças escolhidas foram as seguintes: Alzheimer, obesidade, albinismo, paramiloidose e trissomia 21(sindrome de down).
O alzheimer foi uma das nossas escolhas devido, essencialmente, à curiosidade das suas causas. É uma doença dos tempos modernos, conhecida como "peste negra" do séc. XXI e afecta pessoas, principalmente, a partir dos 65 anos de idade. Os sintomas da doença são a perda gradual da memória, devido à degeneração de células cerebrais.A escolha da obesidade foi baseada fundamentalmente na elevada percentagem de população, não só Portuguesa mas também mundial, que sofre desta doença. A obesidade e considerada pela O.M.S. (Organização Mundial de Saúde) como a "epidemia do século XXI". Em Portugal mais de 10% da população tem esta doença e estima-se que no mundo inteiro existam mais de 300 milhões de obesos. Estes factos tornam-se ainda mais preocupantes se considerarmos que nos últimos 7 anos a doença aumentou em 50% e que é o segundo maior factor de morte nos Estados Unidos, logo a seguir ao tabaco. Apesar de muita gente desconhecer, a origem da obesidade não está apenas relacionada com factores externos ao indivíduo, pois a causa poderá ser uma anomalia genética. Será neste último factor que nos iremos focar principalmente.
Em relação ao albinismo, resolvemos falar sobre a doença, por ser das mais raras dentro das hereditárias e por isso as pessoas não sabem muito sobre ela. É também das que têm maiores consequências no aspecto exterior do portador. Com esta escolha também queremos desmistificar os rumores de que só casais com graus de parentesco próximos é que podem ter filhos albinos.
As razões da escolha da paramiloidose foram o facto de ter sido a única doença descoberta por um português nos tempos modernos (Mário Corino de Andrade) e também por ter uma história muito curiosa, já que é uma doença endémica (própria de uma determinada região restrita). Esta doença é originária da Póvoa do Varzim e Vila do Conde, que têm mais de um milhar de pessoas portadoras desta doença e que provêm de cerca de 500 famílias onde 70% desenvolveram a doença que foi trazida da Escandinávia durante a idade média pelos vikings. Como é uma doença endémica, só afecta pessoas do norte de Portugal, e a sua incidência é maior no nosso país do que em qualquer outro país do mundo.
A escolha da doença síndrome de Down, mais conhecido por trissomia 21, deveu-se ao facto de ser das doenças hereditárias mais comuns em todo o mundo e porque as pessoas que sofrem desta doença são muitas vezes descriminadas, por isso, para além de abordarmos a causa da doença, iremos também abordar a questão da reacção da população face a esta anomalia.
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